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| Alba |
Alba é uma cidade pequena (tem pouco mais de 30.000 habitantes!) cercada de vinhedos por todos os lados. Situada no Piemonte (literalmente no "pé do monte", dos Alpes), na região noroeste da Itália, é famosa, principalmente, por dois produtos: as trufas brancas e vinhos. Saem daqui os Dolcetto, os Barbera e os Nebbiolo, todos DOC, ou seja, Denominazione di Origine Controlatta, e os Barbaresco, Barolo e Moscato, estes DOCG, Denominazione di Origine Controlatta e Garantita, a "fina flor" dos vinhos da região.
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| tartufi bianchi |
As trufas brancas (tartufi bianchi) são tubérculos que crescem subterraneamente por entre as raízes de carvalhos e são colhidos numa determinada época do ano. Cães são treinados para farejá-las e indicar sua localização, quando então o "caçador de trufas" escava o local e as recolhe. São muito aromáticas e os Chefs de cozinha as utilizam em lâminas muito finas que são colocadas sobre, simplesmente, um ovo estalado ou um spaghetti cozido e passado na manteiga, por exemplo. Custam "os olhos da cara" e, nos leilões anuais e dependendo do tamanho, podem alcançar a cifra de MILHARES de euros o quilo!
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| Barbaresco |
Neste dia fizemos um passeio por estas principais cidades produtoras de vinhos. Após o café da manhã na pousada fomos para o centro de Alba, onde pesquisamos os preços de alguns vinhos em supermercados. Temos este hábito e, quase sempre, são os lugares mais em conta para adquiri-los.
Depois seguimos para o primeiro lugar onde paramos: Barbaresco. Fica a uns 10 km de distância e é muito pequena! Praticamente se resume a duas dúzias de casas, a cooperativa de produtores e a igreja... Mas tem, também, um relógio solar muito interessante!
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| em Asti |
A próxima parada foi em Asti, terra do espumante de mesmo nome. É uma cidade bem maior que a anterior. Achamos uma vaga (gratuita) num parque bem no centro da cidade, onde estacionamos. Encontramos o Uffizio di Turismo fechando, já que eram 13:00 h e estava no horário do almoço deles, que não abrem mão! Conseguimos pegar um mapa local mas estava tudo fechado, os comércios, os bares! Perambulamos um pouco e achamos o Caffé San Carlo aberto, funcionando... Entramos e pedimos duas taças de espumante (€4 cada) e veio acompanhando um pratinho com umas fatias de salame e de mortadela, além de cubos de foccacia. Felizes, por termos experimentado um Asti em Asti, voltamos para o carro e continuamos nosso passeio.
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| Barolo |
Fomos em direção a Barolo, que está ao sul de Alba, mas não é longe. É outra cidade pequena, pouco maior que Barbaresco e está mais preparada para receber turistas. Deixa-se o carro em estacionamentos gratuitos fora da área central e percorre-se a pé suas ruelas. Logo na chegada há um mapa indicando as lojas e outros estabelecimentos, como a Enoteca Regionale del Barolo, sendo que nela estão expostas muitas garrafas de vinho de fabricantes e safras diversos e onde também se pode adquirir exemplares deles: há para todos os gostos e os preços começam em €22! Além disso pode-se visitar o Museo dei Cavatapi (saca-rolhas), onde se encontram vários tipos , além de outros souvenires, como camisetas, aventais, taças, etc.
Voltamos a Alba, deixamos o carro no mesmo estacionamento do dia anterior e saimos a pé para tentarmos descobrir o caminho para deixar a cidade, a fim de não sofrermos novamente as dificuldades que havíamos encontrado para retornar ao hotel anteriormente. Depois de uma enorme caminhada, de idas e vindas, de pedirmos informações, estávamos preparados e, assim, seguimos até o supermercado onde estivemos pela manhã. Compramos 6 garrafas de vinho (2 Barolos!) e duas de grappa (aguardente de uva) para levar para o Brasil. Deixamos as compras no carro e fomos escolher onde iríamos jantar.

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Entramos no Museum Hostaria, restaurante localizado num antigo templo romano subterrâneo. Descobrimos que há uma cidade subterrânea por ali, que este templo faz parte dela e, ainda, que existem visitas guiadas, pagas, que podem ser agendadas no escritório de turismo local. Para jantar pedimos, como entrada, um mix de queijos, que veio junto com um molhinho agridoce muito saboroso e fatias de pera; Mary pediu um nhoque Fattoria (com linguiças e molho de tomates) e eu comi Stinco d'agnelo (uns espetinhos de carneiro acompanhados por batatas coradas e alho laminado fritinho). Bebemos um tinto Barbera D'Alba Silvano e eu tomei um espresso. A conta foi de €57 (é importante registrar que alguns valores cobrados estavam diferentes dos apresentados no cardápio!). Talvez por isso fui agraciado com uma dose de grappa Sibona especial da casa, segundo o proprietário do restaurante, que foi nos cumprimentar.
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| mix de queijos |
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nhoque Fattoria
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Stinco d'agnelo
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Não muito satisfeitos, devido à conta, porém bem alimentados, pegamos o carro para retornar ao hotel e ACHAMOS O CAMINHO! VIVA! Só um detalhe para a noite não ter sido melhor: havia um hóspede no quarto ao lado que roncava HORRORES! Parecia que estava dentro do nosso! Ninguém merece... Assim mesmo conseguimos dormir!
Dicas gastronômicas: Caffé San Carlo - Via Cavour, 2, Asti
Museum Hosteria - Via Cavour, 10, Alba
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