Eataly
 A programação deste dia era visitar o Eataly, um complexo enogastronômico que, para os aficcionados por gastronomia, como eu, é como estar num "paraíso". É fácil de explicar: esta antiga fábrica de vermute foi totalmente reformada e remodelada para se constituir num local onde se pode encontrar acho que de tudo, falando-se em gastronomia. Por exemplo, tem cafeteria, cervejaria, restaurante de massas, pizzaria. Ali você pode almoçar e jantar uma salada ou um prato com peixes e frutos do mar, comprar pães, tortas, doces, queijos, embutidos, salames, presuntos; pode, ainda, adquirir legumes, verduras, frutas, cogumelos de diversos tipos, massas frescas e secas, temperos, molhos, conservas, azeites, vinagres balsâmicos, mostardas; ou escolher algum acessório para cozinha, ou camiseta, avental, talheres, cafeteiras e muitas novidades mais. Tem também uma livraria especializada, uma sorveteria, uma ala só de vinhos e outra de cervejas. Só indo lá para ver e crer! Existem filiais em várias cidades do mundo: Nova Iorque, Gênova, dentre outras.
E foi o que fizemos, após nosso café da manhã, já incluido na diária do hotel. Por falar nisso, um detalhe:
o Art Gala é um apart-hotel e estava cheio de adolescentes, talvez estudantes de alguma faculdade. E, como todos sabemos, um grupo de adolescentes é sinônimo de alegria, de falatório, de brincadeiras. E no salão do café da manhã não foi diferente: uma algazarra só! Mas nada que nos tirasse do sério... Descemos e encontramos a tal feira de rua, que o Sr. Emaq havia se referido. Tem de tudo: frutas, verduras, legumes, queijos, linguiças, frango assado, brinquedos, roupas, relógios, panelas e muito mais! Andamos até o ponto de ônibus, compramos os tickets na banca de jornais próxima a ele e embarcamos, rumo à estação Torino Lingotto, onde descemos. Perguntamos onde ficava o Eataly e nos indicaram que teríamos que voltar uns 6 quarteirões. Neste trajeto passamos por outra feira de rua, muito parecida com a outra, em frente ao hotel.

 Chegamos lá e, então, verdadeiramente, começou nossa excursão enogastronômica... Andamos por todos os cantos, olhando, futucando, cheirando, enfim, usando todos nossos sentidos de maneira a aproveitar ao máximo aqueles momentos. Deliciei-me na livraria: são muitos títulos e muita diversidade. Passamos em todas prateleiras, eu acho, mas não compramos nada: os preços são meio "salgados", para meu gosto! Aí, cansados de andar, parar, pegar alguns produtos para ler seus rótulos, livros para ler as orelhas, sentir os mais diferentes aromas, fizemos nosso pit stop na Birreria (cervejaria). Muita gente almoçando o "prato do dia" mas pedimos duas cervejas diferentes, uma escura e outra clara e, para acompanhar, uma porção de batatas fritas, porque ninguém é de ferro!
Estava na hora de continuarmos nossa jornada e saimos em direção à moderníssima estação de trens Porta Nuova. Fomos ao escritório de turismo mas a recepção foi a pior possível: uma "balzaquiana", sentada atrás do balcão, não nos ajudou em nada, disse que não tinha mapas para fornecer, enfim, estava muito mal humorada! Saimos e encontramos, bem em frente, um quiosque de informações turísticas, onde um senhor supereducado e de bem com a vida nos explicou que aquele era um trabalho voluntário que um grupo da 3ª idade prestava! E muito bem! Nos orientou sobre outras cidades próximas para visitarmos, nos deu um mapa, ou seja, nos ajudou em tudo que precisávamos. Escolhemos ir para Ivrea, de trem, no dia seguinte. Agradecemos muito, nos despedimos daquele senhor e parabenizamo-o pelo seu ótimo trabalho!
Voltamos para nosso périplo, agora rumo às margens do Rio Pó, com suas águas límpidas e transparentes. Caminhamos até nos deparar
com a ponte Vitorio Emanuelle I e pudemos ver, ao fundo, o Monte dei Cappuccini, onde está o Museo Nazionalle della Montagna. Já estávamos cansados de andar e resolvemos que era hora de retornar ao hotel. Prosseguimos pela Piazza Vittorio Veneto até alcançarmos um ponto de parada do tram em que embarcamos. Uns vinte minutos de viagem e saltamos na Piazza Caio Mario, pertinho do hotel. Neste dia tivemos a 1ª experiência: um fiscal pediu os tickets para todo mundo. Os nossos estavam OK, devidamente validados na maquininha que fica no interior do veículo!
 Lá chegando tentamos nos conectar na internet mas o sinal no quarto continuava péssimo. Descemos com o netbook e no saguão conseguimos ótima conexão, quando conversamos um pouco com nossos filhos, no Brasil. Como já era hora do jantar, decidimos
repetir a dose, indo ao Penne & Panelle. Mais uma vez fomos muito bem recebidos e atendidos pelo Paolo. Eu tinha visto no cardápio um prato que estava curioso para conhecer, nhocco fritto: é parecido com nosso pastel frito, mas sem recheio. É servida uma porção quente e coberta com fatias de salame e de queijo. Pedimos uma de entrada, Mary quis milanesa de frango e eu de vitela, como pratos principais. Para beber, uma garrafa do vinho Freschia D'Asti, um tinto meio frisante... Qual não foi nossa surresa quando o Paolo trouxe o "pratinho" com o nhocco fritto: dava para alimentar um batalhão! Veio coberto com muitas fatias de salame e uma mussarela de búfala fresca, deliciosa! Saboreamos metade da porção e desistimos de continuar, senão não haveria espaço para as milanesas... E quando elas chegaram, acompanhadas com umas folhinhas de alface, o jeito foi "encarar"...


O Paolo, observando que Mary estava para lá de satisfeita, trouxe-lhe, como brinde da casa, um sorbet de limão, que iria ajudar na digestão! Para finalizar tomei um espresso, pagamos a conta €53 e voltamos ao hotel. Estava chovendo um pouco e, com isso, esfriou, também... Subimos, tomamos um banho e fomos dormir, com o estômago e a consciência pesados...
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