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| Estação Porta Susa |
Depois do nosso já tradicional café da manhã com algazarra dos adolescentes no hotel, fomos a pé até a Piazza Caio Mario, onde compramos os bilhetes para embarcar no tram e seguirmos até outra estação ferroviária "modernosa", a Porta Susa. Ali adquirimos os tickets para viajar até Ivrea, conforme planejamos. Cada um custou €5,75, ou seja, por passageiro e por "perna". O trem partiu rigorosamente na hora, como era de se esperar e, mais ou menos depois de 15 minutos, ele fez uma parada em Chivasso e em seguida continuou mais uns 40 minutos até nosso destino.
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| Ivrea |
A cidade é medieval, pequena, tem um castelo, construido no século XIV, e a catedral como pontos turísticos principais. Algumas de suas ruas sinuosas, estreitas e com casarios típicos do início dos anos 1900, nos lembraram muito os cenários da 2ª Guerra Mundial que vemos em filmes: as sacadas, as janelas fechadas, as calçadas mínimas... Entretanto Ivrea é famosa, mesmo, por seu carnaval, tradicionalíssimo, bem diferente do brasileiro, pelo que pude ler a respeito: tem desfile de banda de música, tem cavaleiros e, para encerrar, acontece uma "guerra de laranjas" que faz o maior sucesso (vai entender...). Ainda, como cultura geral: a matriz da Olivetti (lembram?), que teve seus áureos tempos fabricando máquinas de escrever e calculadoras mecânicas, depois até computadores, ficava nesta cidade. Também, por causa do rio que a corta ser encachoeirado, há uma demarcação em um trecho dele onde ocorrem competições internacionais de caiaques.
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| Carnaval: guerra de laranjas |
A estação ferroviária local fica junto com a rodoviária e a apenas uns 700 m do centro sendo que, bem a seu lado, há um centro comercial misturado com loja de €1,99 e um grande supermercado, todos funcionando porém ainda em obras de acabamento. Assim que descemos do trem fomos caminhando para o centro e fizemos nosso pit stop numa confeitaria muito elegante, onde provamos uma torta folhada de presunto e duas taças de vinho. Em seguida fomos caminhando até o tal castelo, que fica no topo de um morro e que estava fechado para visitações, e passamos em frente à catedral. Não há muito o que fazer na cidade, ainda mais por ser horário de almoço e tudo estar fechado... Resolvemos, então, voltar até a estação e fazer uma visitinha ao centro comercial, que está apelidado de "Out-Let". A loja de €1,99 pertence a coreanos, como não poderia deixar de ser! Uma diversidade de produtos invejável: sapatos, canetas, capas para celular, guarda-chuvas, etc, etc, etc... E os preços, incríveis! Bastante gente lá dentro...
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| Ghiottus Taberna |

Embarcamos no trem de volta e descemos na mesma estação de onde partimos. Começou a chuviscar e saimos andando procurando um restaurante de comida típica, denominado
Mammalicia, que a Srª
Nella, de
Alba, havia nos indicado. Fica no centro e é de uma amiga dela que, conforme suas informações, cozinha muito bem! Depois de caminharmos bastante o encontramos, só que eram 6:30 da tarde, ele estava fechado e tinha um cartaz na porta dizendo que só abria depois das 8 da noite! Um tanto quanto frustados voltamos pela mesma rua e nos deparamos, a uns 5 quarteirões adiante, com o
Ghiottus Taberna, que estava aberto para um aperitivo ou coisa do gênero, mas a cozinha só ia funcionar a partir das 19:00 h. O que fizemos: sentamos numa mesa de frente para a rua, com um janelão, pedimos um vinho
Dolcetto Monferrato Carlin de Paolo, produzido em
Asti, e uma entrada:
bruschette di alici (fatias de pão torradas com mini-enchovas salgadas e em conserva). Quando o garçon veio nos informar que já poderíamos pedir o jantar, Mary escolheu
tayarin al burro e limone (talharim ao molho de manteiga e limão) e eu fui de
tripas al rosso (dobradinha preparada com vinho tinto), ambos muito saborosos. Tomamos água natural e eu um
espresso. A conta: €40!
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| bruschette di alici |
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| tayarin al burro e limone |
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| tripas al rosso |
Devidamente cansados e bem alimentados, tomamos o
tram e retornamos para o hotel: estava na hora do banho e de dormir...
Dica gastronômica: Ghiottus Taberna - Via Urbano Rattazzi, 2H, Turim
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