quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

15º dia: 5ª feira, 14 de novembro de 2013 - Turim

Eataly

A programação deste dia era visitar o Eataly, um complexo enogastronômico que, para os aficcionados
por gastronomia, como eu, é como estar num "paraíso". É fácil de explicar: esta antiga fábrica de vermute foi totalmente reformada e remodelada para se constituir num local onde se pode encontrar acho que de tudo, falando-se em gastronomia. Por exemplo, tem cafeteria, cervejaria, restaurante de massas, pizzaria. Ali 
você pode almoçar e jantar uma salada ou um prato com peixes e frutos do mar, comprar pães,  tortas, doces, queijos, embutidos, salames, presuntos; pode, ainda, adquirir legumes, verduras, frutas, cogumelos de diversos tipos, massas frescas e secas, temperos, molhos, conservas, azeites, vinagres balsâmicos, mostardas; ou escolher algum acessório para cozinha, ou camiseta, avental, talheres, cafeteiras e muitas novidades mais. Tem também uma livraria especializada, uma sorveteria, uma ala só de vinhos e outra de cervejas. Só indo lá para ver e crer! Existem filiais em várias cidades do mundo: Nova Iorque, Gênova, dentre outras.

E foi o que fizemos, após nosso café da manhã, já incluido na diária do hotel. Por falar nisso, um detalhe:
Art Gala é um apart-hotel e estava cheio de adolescentes, talvez estudantes de alguma faculdade. E, como todos sabemos, um grupo de adolescentes é sinônimo de alegria, de falatório, de brincadeiras. E no salão do café da manhã não foi diferente: uma algazarra só! Mas nada que nos tirasse do sério... Descemos e encontramos a tal feira de rua, que o Sr. Emaq havia se referido. Tem de tudo: frutas, verduras, legumes, queijos, linguiças, frango assado, brinquedos, roupas, relógios, panelas e muito mais! Andamos até o ponto de ônibus, compramos os tickets na banca de jornais próxima a ele e embarcamos, rumo à estação Torino Lingotto, onde descemos. Perguntamos onde ficava o Eataly e nos indicaram que teríamos que voltar uns 6 quarteirões. Neste trajeto passamos por outra feira de rua, muito parecida com a outra, em frente ao hotel.


Chegamos lá e, então, verdadeiramente, começou nossa excursão enogastronômica... Andamos por todos os cantos, olhando, futucando, cheirando, enfim, usando todos nossos sentidos de maneira a aproveitar ao máximo aqueles momentos. Deliciei-me na livraria: são muitos títulos e muita diversidade. Passamos em todas prateleiras, eu acho, mas não compramos nada: os preços são meio "salgados", para meu gosto! Aí, cansados de andar, parar, pegar alguns produtos para ler seus rótulos, livros para ler as orelhas, sentir os mais diferentes aromas, fizemos nosso pit stop na Birreria (cervejaria). Muita gente almoçando o "prato do dia" mas pedimos duas cervejas diferentes, uma escura e outra clara e, para acompanhar, uma porção de batatas fritas, porque ninguém é de ferro!

Estava na hora de continuarmos nossa jornada e saimos em direção à moderníssima estação de trens Porta Nuova. Fomos ao escritório de turismo mas a recepção foi a pior possível: uma "balzaquiana", sentada atrás do balcão, não nos ajudou em nada, disse que não tinha mapas para fornecer, enfim, estava muito mal humorada! Saimos e encontramos, bem em frente, um quiosque de informações turísticas, onde um senhor supereducado e de bem com a vida nos explicou que aquele era um trabalho voluntário que um grupo da 3ª idade prestava! E muito bem! Nos orientou sobre outras cidades próximas para visitarmos, nos deu um mapa, ou seja, nos ajudou em tudo que precisávamos. Escolhemos ir para Ivrea, de trem, no dia seguinte. Agradecemos muito, nos despedimos daquele senhor e parabenizamo-o pelo seu ótimo trabalho!


Voltamos para nosso périplo, agora rumo às margens do Rio Pó, com suas águas límpidas e transparentes. Caminhamos até nos deparar
com a ponte Vitorio Emanuelle I e pudemos ver, ao fundo, o Monte dei Cappuccini, onde está o Museo Nazionalle della Montagna. Já estávamos cansados de andar e resolvemos que era hora de retornar ao hotel. Prosseguimos pela Piazza Vittorio Veneto até alcançarmos um ponto de parada do tram em que embarcamos. Uns vinte minutos de viagem e saltamos na Piazza Caio Mario, pertinho do hotel. Neste dia tivemos a 1ª experiência: um fiscal pediu os tickets para todo mundo. Os nossos estavam OK, devidamente validados na maquininha que fica no interior do veículo!

Lá chegando tentamos nos conectar na internet mas o sinal no quarto continuava péssimo. Descemos com o netbook e no saguão conseguimos ótima conexão, quando conversamos um pouco com nossos filhos, no Brasil. Como já era hora do jantar, decidimos
repetir a dose, indo ao Penne & Panelle. Mais uma vez fomos muito bem recebidos e atendidos pelo Paolo. Eu tinha visto no cardápio um prato que estava curioso para conhecer, nhocco fritto: é parecido com nosso pastel frito, mas sem recheio. É servida uma porção quente e coberta com fatias de salame e de queijo. Pedimos uma de entrada, Mary quis milanesa de frango e eu de vitela, como pratos principais. Para beber, uma garrafa do vinho Freschia D'Asti, um tinto meio frisante... Qual não foi nossa surresa quando o Paolo trouxe o "pratinho" com o nhocco fritto: dava para alimentar um batalhão! Veio coberto com muitas fatias de salame e uma mussarela de búfala fresca, deliciosa! Saboreamos metade da porção e desistimos de continuar, senão não haveria espaço para as milanesas... E quando elas chegaram, acompanhadas com umas folhinhas de alface, o jeito foi "encarar"... 



Paolo, observando que Mary estava para lá de satisfeita, trouxe-lhe, como brinde da casa, um sorbet de limão, que iria ajudar na digestão! Para finalizar tomei um espresso, pagamos a conta €53 e voltamos ao hotel. Estava chovendo um pouco e, com isso, esfriou, também... Subimos, tomamos um banho e fomos dormir, com o estômago e a consciência pesados...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

14º dia: 4ª feira, 13 de novembro de 2013 - Alba, Turim

Torino
Turim (Torino, como os italianos dizem) é a capital do Piemonte e a 4ª maior cidade do país. Tem ao fundo os Alpes e em sua região metropolitana estão mais de 2 milhões de habitantes. E este foi o dia de deixar Alba e seguir para lá. Foi o que fizemos após tomarmos o café da manhã e colocarmos as malas no carro. Pedimos uma orientação à Srª Nella mas ela não tinha muitas informações a respeito de como chegar ao hotel que havíamos reservado lá. Tentamos buscar no googlemaps mas a conexão com a internet não existia... Ela nos disse que haviam mexido na rede telefônica externa e que sempre que isto ocorre o sinal some! Pagamos a conta, nos despedimos, agradecemos por tudo e saimos assim mesmo, só com nosso mapa nas mãos.

Art Guala Hotel Residence
A cidade fica uns 60 km distante e, em mais ou menos uma hora, alcançamos o trânsito de cidade grande...Como sempre trafegamos pelas vias secundárias, nesta oportunidade escolhemos a que passa por Bra. Antes de chegarmos ao centro paramos num posto de gasolina e nos informaram que estávamos na direção certa, a apenas 2 km, aproximadamente, do nosso destino. Nos indicaram qual o caminho a seguir e, depois de duas voltas numa mesma avenida, paramos em outro posto, quando nos disseram que o Art Guala Hotel Residence está situado no quarteirão atrás dele! O Sr. Emaq, egípcio, nos recepcionou e avisou que não deveríamos deixar o carro estacionado até a manhã seguinte em frente ao hotel, pois é onde se instala uma feira de rua, duas vezes por semana... Como iríamos devolvê-lo naquela manhã, não teríamos este problema!

Durante o check-in uma surpresa: o hotel tem wi-fi mas é preciso pagar por isto: €4 por quatro horas de conexão. Mas o sinal no quarto era péssimo! Devidamente instalados em nosso quarto, pegamos um mapa na recepção e as indicações do Sr. Emaq de como chegar na loja da locadora Maggiore, partimos para abastecer o carro e chegarmos ao endereço. Só que erramos algo, pois o trânsito é "tenso"! Paramos para pedir informações, novamente, e, enfim, chegamos lá. Inspeção feita pelo funcionário, tudo certinho, pagamos a diferença devida (seguro, 2º motorista) de €363, entregamos as chaves e fomos procurar um ponto de ônibus. Antes, entramos num tabacchi, e o senhor que nos atendeu nos mostrou o ponto e o nº do Pulmann que teríamos que tomar para chegar ao centro, além de nos vender os bilhetes (€1,50 cada).

Descemos bem perto do Uffizio Turistico, onde conseguimos mapas e informações sobre o Tram (o
Piazza Castello
bonde) e sobre as linhas de ônibus que nos levariam de volta ao hotel. Em seguida saímos, como de costume, para perambular. Estávamos bem na Piazza Castello tendo, ao fundo, o Palácio Real, no centrão mesmo da cidade. Ela é repleta de jovens estudantes universitários, já que está ali a Universidade de Turim, das mais antigas do mundo (foi fundada em 1404 e possui 13 faculdades!) e uma das mais prestigiadas da Itália!

Museo Nazionale del Cinema
Palazzo Madama
Visitamos, ainda, o Museu Nacional do Cinema, que está alojado no interior da Mole Antonelliana, um monumento imponente, fascinante e um dos símbolos de Turim, construído no século 18 pelo arquiteto Alessandro Antonelli. Passamos ainda pelo Palazzo Madama, onde está instalado o Museo Civico di Arte Antica.

pizze in taglie
Na sequência percorremos várias ruas e observamos que a grande maioria das construções tem uma espécie de galeria, que eles chamam de pórtico, entre a fachada e o meio-fio, ou seja, sobre as calçadas, servindo como proteção aos pedestres principalmente nos dias chuvosos... Mas, nos dias quentes, a sombra é bem providencial! Nestas galerias há muitas lojas chics e outras nem tanto, bem como livrarias, restaurantes e cafés, além de alguns camelôs, que vendem souvenires e antiguidades, como livros e pinturas, por exemplo. Também estão ali várias pequenas pizzarias, que oferecem um lanche rápido, as pizze in taglie (pizzas em fatias), que ficam expostas num balcão, com as mais diversas coberturas. Você escolhe, o atendente pega uma fatia e coloca-a no forno, para aquela aquecidinha final... É uma bela opção para uma alimentação rápida: boa, bonita e barata! Nós entramos em uma (já estava na hora!), Mary pediu uma de linguiça e queijo e eu uma de zuchini (abobrinha), além de uma latinha da cerveja Moretti, italianíssima! É possível comprar e sair comendo, mas nós degustamos tudo ali mesmo!

Mercatino di Natale Francese
Caminhamos mais um bocado e, como já estava no final da tarde, resolvemos voltar ao hotel. Tínhamos que ir até a Piazza Solferino, onde ficava o ponto do ônibus que pegaríamos. Eis que, lá chegando, tivemos uma grata surpresa: estava acontecendo um "Mercatino di Natale Francese". São várias barraquinhas, padronizadas, muito bem arrumadas, onde se pode adquirir diversos produtos franceses, a maioria artesanais. São pães, bolos,  doces, queijos, embutidos, temperos, vinhos, enfeites e muito mais! Nos chamou muito a atenção um dos quiosques, em que um senhor cozinhava em enormes panelas, parecidas com aquelas de fazer paellas, penne com molho branco, boeuf bourguignone (carne cozida no vinho tinto), cassoulet (feijão branco e frango), além de outras iguarias, todas vendidas em porções. Ficamos um tempo apreciando a riqueza das cores e dos aromas vindos das barracas e o movimento de pessoas. Porém estava na hora do ônibus sair (isso mesmo: eles tem horário, e o respeitam!), então compramos dois pães fininhos, quentinhos, um recheado com azeitonas e o outro com bacon e queijo: UMA DELÍCIA! E fomos nós saboreando-os durante a viagem... Saltamos no ponto indicado, em frente ao posto de gasolina onde pedimos informações de manhã, quer dizer, já sabíamos o caminho até o hotel!

Depois de um banho, "tiramos uma soneca"... Quando acordamos descemos e pedimos ao recepcionista (já era outro...) umas "dicas" de onde poderíamos jantar nas proximidades. Ele nos recomendou o Penne & Panelle, a duas quadra dali. É simples e fornece, como opção, no pavimento térreo, comida para levar. O salão fica no 2º. Subimos, nos acomodamos e o garçon, Paolo, sobia e descia as escadas, com os pedidos e as bebidas, algumas milhares de vezes por dia! Brinquei com ele que não precisava nem participar da Maratona de Turim... Escolhi agnolini e Mary gnochi di zucca (nhoque de abóbora). Tomamos dois chopps, um claro e um escuro. Fechamos a conta com uma grappa e um espresso: €31.

agnolini 

gnochi di zucca

Caminhamos de volta ao hotel, tentamos nos conectar na internet e, para variar, o sinal estava péssimo, então, fomos dormir.

Dica gastronômica: Pizzeria Penne & Panelle - Corso Unione Sovietica, 413, Turim


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

13º dia: 3ª feira, 12 de novembro de 2013 - Alba, Barbaresco, Barolo, Asti

Alba
Alba é uma cidade pequena (tem pouco mais de 30.000 habitantes!) cercada de vinhedos por todos os lados. Situada no Piemonte (literalmente no "pé do monte", dos Alpes), na região noroeste da Itália, é famosa, principalmente, por dois produtos: as trufas brancas e vinhos. Saem daqui os Dolcetto, os Barbera e os Nebbiolo, todos DOC, ou seja, Denominazione di Origine Controlatta, e os Barbaresco, Barolo e Moscato, estes DOCG, Denominazione di Origine Controlatta e Garantita, a "fina flor" dos vinhos da região.

tartufi bianchi
As trufas brancas (tartufi bianchi) são tubérculos que crescem subterraneamente por entre as raízes de carvalhos e são colhidos numa determinada época do ano. Cães são treinados para farejá-las e indicar sua localização, quando então o "caçador de trufas" escava o local e as recolhe. São muito aromáticas e os Chefs de cozinha as utilizam em lâminas muito finas que são colocadas sobre, simplesmente, um ovo estalado ou um spaghetti cozido e passado na manteiga, por exemplo. Custam "os olhos da cara" e, nos leilões anuais e dependendo do tamanho, podem alcançar a cifra de MILHARES de euros o quilo!

Barbaresco
Neste dia fizemos um passeio por estas principais cidades produtoras de vinhos. Após o café da manhã na pousada fomos para o centro de Alba, onde pesquisamos os preços de alguns vinhos em supermercados. Temos este hábito e, quase sempre, são os lugares mais em conta para adquiri-los.

Depois seguimos para o primeiro lugar onde paramos: Barbaresco. Fica a uns 10 km de distância e é muito pequena! Praticamente se resume a duas dúzias de casas, a cooperativa de produtores e a igreja... Mas tem, também, um relógio solar muito interessante!

em Asti
A próxima parada foi em Asti, terra do espumante de mesmo nome. É uma cidade bem maior que a anterior. Achamos uma vaga (gratuita) num parque bem no centro da cidade, onde estacionamos. Encontramos o Uffizio di Turismo fechando, já que eram 13:00 h e estava no horário do almoço deles, que não abrem mão! Conseguimos pegar um mapa local mas estava tudo fechado, os comércios, os bares! Perambulamos um pouco e achamos o Caffé San Carlo aberto, funcionando... Entramos e pedimos duas taças de espumante (€4 cada) e veio acompanhando um pratinho com umas fatias de salame e de mortadela, além de cubos de foccacia. Felizes, por termos experimentado um Asti em Asti, voltamos para o carro e continuamos nosso passeio.

Barolo
Fomos em direção a Barolo, que está ao sul de Alba, mas não é longe. É outra cidade pequena, pouco maior que Barbaresco e está mais preparada para receber turistas. Deixa-se o carro em estacionamentos gratuitos fora da área central e percorre-se a pé suas ruelas. Logo na chegada há um mapa indicando as lojas e outros estabelecimentos, como a Enoteca Regionale del Barolo, sendo que nela estão expostas muitas garrafas de vinho de fabricantes e safras diversos e onde também se pode adquirir exemplares deles: há para todos os gostos e os preços começam em €22! Além disso pode-se visitar o Museo dei Cavatapi (saca-rolhas), onde se encontram vários tipos , além de outros souvenires, como camisetas, aventais, taças, etc. 

Voltamos a Alba, deixamos o carro no mesmo estacionamento do dia anterior e saimos a pé para tentarmos descobrir o caminho para deixar a cidade, a fim de não sofrermos novamente as dificuldades que havíamos encontrado para retornar ao hotel anteriormente. Depois de uma enorme caminhada, de idas e vindas, de pedirmos informações, estávamos preparados e, assim, seguimos até o supermercado onde estivemos pela manhã. Compramos 6 garrafas de vinho (2 Barolos!) e duas de grappa (aguardente de uva) para levar para o Brasil.  Deixamos as compras no carro e fomos escolher onde iríamos jantar. 




Entramos no Museum Hostaria, restaurante localizado num antigo templo romano subterrâneo. Descobrimos que há uma cidade subterrânea por ali, que este templo faz parte dela e, ainda, que existem visitas guiadas, pagas, que podem ser agendadas no escritório de turismo local. Para jantar pedimos, como entrada, um mix de queijos, que veio junto com um molhinho agridoce muito saboroso e fatias de pera; Mary pediu um nhoque Fattoria (com linguiças e molho de tomates) e eu comi Stinco d'agnelo (uns espetinhos de carneiro acompanhados por batatas coradas e alho laminado fritinho). Bebemos um tinto Barbera D'Alba Silvano e eu tomei um espresso. A conta foi de €57 (é importante registrar que alguns valores cobrados estavam diferentes dos apresentados no cardápio!). Talvez por isso fui agraciado com uma dose de grappa Sibona especial da casa, segundo o proprietário do restaurante, que foi nos cumprimentar.


mix de queijos
nhoque Fattoria

Stinco d'agnelo

Não muito satisfeitos, devido à conta, porém bem alimentados, pegamos o carro para retornar ao hotel e ACHAMOS O CAMINHO! VIVA! Só um detalhe para a noite não ter sido melhor: havia um hóspede no quarto ao lado que roncava HORRORES! Parecia que estava dentro do nosso! Ninguém merece... Assim mesmo conseguimos dormir!

Dicas gastronômicas: Caffé San Carlo - Via Cavour, 2, Asti
                                     Museum Hosteria - Via Cavour, 10, Alba





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

12º dia: 2ª feira, 11 de novembro de 2013 - Nice, Alba

Nice

Promenade des Anglais
Nice é uma cidade muito agradável, ainda mais sendo banhada por aquele marzão azul do Mediterrâneo... Pouquíssimos prédios tem mais do que 5 pavimentos, as ruas são largas e o trânsito não é "tão" estressante, pelo menos foi o que pudemos constatar! Ficamos entusiasmados com a idéia de voltar lá um dia, com mais tempo, para conhecer outras atrações próximas, como Cannes, Marselha, Saint-Tropez, Mônaco...  Mas estava na hora de seguir viagem, neste dia em direção a Alba, na Itália, a uns 200 km de distância. Depois do café da manhã no hotel (€4,90 para cada um) e do check out, arrumamos a bagagem 

no carro e fomos para o centro, pela Promenade des Anglais, a avenida que acompanha toda a orla, com seu belo calçadão. Várias pessoas correndo, andando de bicicleta, enfim, aproveitando! 


Dirigimos até o final, onde passamos por uma parte antiga da cidade 


e uma marina, onde estacionamos e demos uma voltinha a pé pelas redondezas. 


Fazia sol mas não estava calor, no entanto algumas pessoas curtiam a praia (?!), mesmo assim... 



Na sequência voltamos para o carro e seguimos em frente, contornando o morro que vai dar "de cara" com uma das paisagens mais deslumbrantes que já vimos: Villefranche-sur-mer.  E mais adiante está Mônaco, mas não dava para ver...


Mais uma vez não acreditávamos na limpidez e transparência daquela água... Descemos até lá e comprovamos: estava fria mas é limpíssima, inacreditável, maravilhosa! A vontade foi de tomar um banho de mar naquela hora mesmo!


De volta ao carro, rumamos então para nosso destino, Alba, e pela rodovia D2204, atravessando os Alpes, uma região montanhosa mas com vistas incríveis, apesar da imensidão de curvas (cotovelos, mesmo!), subidas e descidas. Em compensação quase nenhum veículo trafegando, depois que saímos da região em torno de Nice. Quase no final da serra paramos para registrar esta imagem da pista: parece o próprio ZIG-ZAG! 

Um pouco mais adiante encontramos este "refúgio", onde paramos para fazer o "lanchinho"! Era um bar restaurante bem rústico, onde a "Nonna" cuida da cozinha e de servir as mesas, e a filha cuida do caixa. Entretanto o aroma que vinha da cozinha era uma coisa do outro mundo... Pena que ainda era muito cedo para almoçarmos, mas que deu vontade, muita vontade, isto deu! Ainda por cima quando vimos uns senhores na mesa vizinha comendo algo que parecia um "coq au vin" (frango cozido no vinho) e que Mary descobriu que era isto mesmo, pois estava escrito numa folha colada no vidro da porta: era o "prato do dia"! Hummm!!!! Para não deixar "de graça", comi uma torta de creme, peras, bananas e maçãs, quentinha, deliciosa, igual à da vovó, e tomei um "Nescafé" (era o que tinha...)!

Continuamos nosso trajeto, ora subindo, subindo, ora descendo, descendo... Ainda muitas curvas e "cotovelos", velocidade reduzida, até que alcançamos o túnel em Colle di Tenda, que fica na fronteira entre a França e a Itália. Como o tráfego só é permitido em um sentido, paramos, junto com alguns outros poucos veículos, até que chegasse nossa vez de o atravessarmos. 


Já na Itália novamente, continuamos até descobrir onde ficava a pousada que reservamos, denominada Affittacamere Mammanella, localizada em área rural a uns 2 km antes de Alba  necessário atravessar a linha férrea para chegar lá!), muito confortável, com quartos amplos e arejados. Fomos agradavelmente recepcionados pela Srª Nella, a proprietária, a qual nos forneceu muitas informações úteis sobre a região. A pousada só não foi "nota 10" porque não tem quartos no andar térreo nem elevador, ou seja, temos que subir as escadas com as malas, o sinal wi-fi não funciona no quarto e, também, porque o café da manhã, em nossa opinião, poderia ter mais produtos artesanais e não somente iogurtes, geleias e bolos industrializados... Uma informação importante: estávamos numa 2ª feira e a maioria dos restaurantes da cidade não abre. Mas consegue-se jantar, e bem, podemos dizer!

Imediatamente após deixarmos as malas no quarto, embarcamos em nosso Panda na direção da cidade. Rodamos um pouco, entramos em ruas que não deveríamos entrar, voltamos e achamos um estacionamento subterrâneo quase em frente ao Uficcio di Turismo, que estava fechando quando chegamos. Deixamos o carro ali e fomos fazer o reconhecimento das imediações. Estávamos bem no centro, pertinho da Piazza Savona. São muitas lojinhas, algumas especializadas em vinhos e outros produtos regionais, além de sapatos, bolsas e roupas. Restaurantes também, e escolhemos o Pasta & Pasta para jantar. Pedimos peito de pato (anatra) fatiado e temperado com vinagre balsâmico, de entrada, Mary comeu risoto de queijo Fonduta e eu coelho ensopado com polenta mole. Acompanhamos com um vinho Dolcetto d'Alba Adriano, da região, lógico! Depois de um espresso, a conta: €50.

Peito de pato
Risoto alla fonduta
Coelho e polenta


Partimos, então, de volta ao hotel. Como Alba fica num entroncamento de 3 estradas, não conseguimos encontrar o caminho para retornarmos. Subíamos viaduto, descíamos, entrávamos à direita, depois à esquerda, e nada de nos acharmos... Até que paramos no Hotel Vitoria e pedimos informações. Por sorte estava na hora da troca de turno e o rapaz que estava saindo morava próximo à pousada onde estávamos hospedados e estava indo para casa! Aí foi só seguí-lo! Ufa! Que alívio... Chegamos e, então, banho e "prá caminha..."!

Dica gastronômica: Pasta & Pasta - Via Cuneo 3Alba