quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

12º dia: 2ª feira, 11 de novembro de 2013 - Nice, Alba

Nice

Promenade des Anglais
Nice é uma cidade muito agradável, ainda mais sendo banhada por aquele marzão azul do Mediterrâneo... Pouquíssimos prédios tem mais do que 5 pavimentos, as ruas são largas e o trânsito não é "tão" estressante, pelo menos foi o que pudemos constatar! Ficamos entusiasmados com a idéia de voltar lá um dia, com mais tempo, para conhecer outras atrações próximas, como Cannes, Marselha, Saint-Tropez, Mônaco...  Mas estava na hora de seguir viagem, neste dia em direção a Alba, na Itália, a uns 200 km de distância. Depois do café da manhã no hotel (€4,90 para cada um) e do check out, arrumamos a bagagem 

no carro e fomos para o centro, pela Promenade des Anglais, a avenida que acompanha toda a orla, com seu belo calçadão. Várias pessoas correndo, andando de bicicleta, enfim, aproveitando! 


Dirigimos até o final, onde passamos por uma parte antiga da cidade 


e uma marina, onde estacionamos e demos uma voltinha a pé pelas redondezas. 


Fazia sol mas não estava calor, no entanto algumas pessoas curtiam a praia (?!), mesmo assim... 



Na sequência voltamos para o carro e seguimos em frente, contornando o morro que vai dar "de cara" com uma das paisagens mais deslumbrantes que já vimos: Villefranche-sur-mer.  E mais adiante está Mônaco, mas não dava para ver...


Mais uma vez não acreditávamos na limpidez e transparência daquela água... Descemos até lá e comprovamos: estava fria mas é limpíssima, inacreditável, maravilhosa! A vontade foi de tomar um banho de mar naquela hora mesmo!


De volta ao carro, rumamos então para nosso destino, Alba, e pela rodovia D2204, atravessando os Alpes, uma região montanhosa mas com vistas incríveis, apesar da imensidão de curvas (cotovelos, mesmo!), subidas e descidas. Em compensação quase nenhum veículo trafegando, depois que saímos da região em torno de Nice. Quase no final da serra paramos para registrar esta imagem da pista: parece o próprio ZIG-ZAG! 

Um pouco mais adiante encontramos este "refúgio", onde paramos para fazer o "lanchinho"! Era um bar restaurante bem rústico, onde a "Nonna" cuida da cozinha e de servir as mesas, e a filha cuida do caixa. Entretanto o aroma que vinha da cozinha era uma coisa do outro mundo... Pena que ainda era muito cedo para almoçarmos, mas que deu vontade, muita vontade, isto deu! Ainda por cima quando vimos uns senhores na mesa vizinha comendo algo que parecia um "coq au vin" (frango cozido no vinho) e que Mary descobriu que era isto mesmo, pois estava escrito numa folha colada no vidro da porta: era o "prato do dia"! Hummm!!!! Para não deixar "de graça", comi uma torta de creme, peras, bananas e maçãs, quentinha, deliciosa, igual à da vovó, e tomei um "Nescafé" (era o que tinha...)!

Continuamos nosso trajeto, ora subindo, subindo, ora descendo, descendo... Ainda muitas curvas e "cotovelos", velocidade reduzida, até que alcançamos o túnel em Colle di Tenda, que fica na fronteira entre a França e a Itália. Como o tráfego só é permitido em um sentido, paramos, junto com alguns outros poucos veículos, até que chegasse nossa vez de o atravessarmos. 


Já na Itália novamente, continuamos até descobrir onde ficava a pousada que reservamos, denominada Affittacamere Mammanella, localizada em área rural a uns 2 km antes de Alba  necessário atravessar a linha férrea para chegar lá!), muito confortável, com quartos amplos e arejados. Fomos agradavelmente recepcionados pela Srª Nella, a proprietária, a qual nos forneceu muitas informações úteis sobre a região. A pousada só não foi "nota 10" porque não tem quartos no andar térreo nem elevador, ou seja, temos que subir as escadas com as malas, o sinal wi-fi não funciona no quarto e, também, porque o café da manhã, em nossa opinião, poderia ter mais produtos artesanais e não somente iogurtes, geleias e bolos industrializados... Uma informação importante: estávamos numa 2ª feira e a maioria dos restaurantes da cidade não abre. Mas consegue-se jantar, e bem, podemos dizer!

Imediatamente após deixarmos as malas no quarto, embarcamos em nosso Panda na direção da cidade. Rodamos um pouco, entramos em ruas que não deveríamos entrar, voltamos e achamos um estacionamento subterrâneo quase em frente ao Uficcio di Turismo, que estava fechando quando chegamos. Deixamos o carro ali e fomos fazer o reconhecimento das imediações. Estávamos bem no centro, pertinho da Piazza Savona. São muitas lojinhas, algumas especializadas em vinhos e outros produtos regionais, além de sapatos, bolsas e roupas. Restaurantes também, e escolhemos o Pasta & Pasta para jantar. Pedimos peito de pato (anatra) fatiado e temperado com vinagre balsâmico, de entrada, Mary comeu risoto de queijo Fonduta e eu coelho ensopado com polenta mole. Acompanhamos com um vinho Dolcetto d'Alba Adriano, da região, lógico! Depois de um espresso, a conta: €50.

Peito de pato
Risoto alla fonduta
Coelho e polenta


Partimos, então, de volta ao hotel. Como Alba fica num entroncamento de 3 estradas, não conseguimos encontrar o caminho para retornarmos. Subíamos viaduto, descíamos, entrávamos à direita, depois à esquerda, e nada de nos acharmos... Até que paramos no Hotel Vitoria e pedimos informações. Por sorte estava na hora da troca de turno e o rapaz que estava saindo morava próximo à pousada onde estávamos hospedados e estava indo para casa! Aí foi só seguí-lo! Ufa! Que alívio... Chegamos e, então, banho e "prá caminha..."!

Dica gastronômica: Pasta & Pasta - Via Cuneo 3Alba




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

11º dia: domingo, 10 de novembro de 2013 - Gênova, Mônaco, Nice

Saímos do hotel, em Gênova, logo após o café da manhã. Abastecemos o carro e pegamos a estrada SS1, que segue a orla do Mediterrâneo, passando por dentro de várias cidades. Um pouco antes de chegarmos a Savona nos deparamos com esta cena inusitada: parecia que havia um transatlântico na pista! Depois viemos saber que é um lugar onde muitos navios de passageiros aportam e que dali partem para diversos cruzeiros marítimos, principalmente para a Córsega.

Mônaco
Atravessamos a fronteira entre a Itália e a França mas não existe nenhum controle, não há necessidade de parar ou algo do gênero. Rodamos mais alguns quilômetros e entramos em Mônaco. Como era domingo, estava repleta de turistas e o trânsito "tenso", difícil para estacionar, muitos guardas nas ruas. Apesar de ser linda resolvemos não parar ali, deixando isso para outra oportunidade quando pudéssemos realmente "curtir" o principado e, quem sabe, faturar algum $$$ no Cassino de Monte Carlo!

Continuamos até Nice (os italianos escrevem Nizza) e a primeira providência foi encontrar o hotel. É uma cidade média e tivemos alguma dificuldade para alcançá-lo. Demos uma imensa volta até chegarmos até a Promenade des Anglais, nome da avenida onde está localizado e, também, onde está o aeroporto (inclusive fomos parar na entrada deste e tivemos que voltar...). Nos hospedamos no Premiere Classe Nice, que fica de frente para o mar e de uma das pistas do aeroporto. O ingresso no hotel é diferente: no térreo há uma porta, um pequeno hall e o elevador. Sobe-se até o 1º pavimento e ali está a recepção. Kirly, o recepcionista, nos atendeu e, quando viu que éramos brasileiros, nos disse que é búlgaro, assim como o pai da "presidenta" Dilma Roussef... Forneceu várias dicas para pegarmos um ônibus, na avenida bem atrás do hotel, e irmos ao centro mas, para retornar. tem que ser antes das 21:30, já que a partir deste horário só de meia em meia hora tem ônibus! Deveríamos, na ida, saltar na Praça Masséna (eles dizem Massená) e, na volta, descer no ponto Notre Dame de Lourdes. O bilhete custa €1,50, cada pessoa, cada viagem.

Place Masséna
E assim fizemos, depois do check in, de deixarmos as malas no quarto e o carro na garagem. A praça Masséna é enorme e havia muitas pessoas por lá. Há um conjunto de esguichos de água que, à noite, iluminados, proporcionam um espetáculo fantástico, de "águas dançantes"! Também nas proximidades há uma filial das Galeries Lafayette, da qual passamos longe: os preços não são para "nosso bico", como se diz por aí... 

Cours Saleya
Como é nossa sina, saimos para perambular pela região. Encontramos uma rua, a Cours Saleya, só com restaurantes de um lado e do outro e, no meio dela, são instaladas tendas onde se pode pedir algo para beber ou comer e degustar ali mesmo! Nesta noite começou um vento muito forte e os cardápios, expostos externamente, começaram a voar, assim como mesas e cadeiras... Desanimamos de procurar  ali um local para jantar. Andamos mais um pouco e entramos no L'Ecurie
("o estábulo", em português! Vai entender...), um tanto quanto pequeno mas bem movimentado. É frequentado pelos locais, o que é sinal de que a comida é boa e não é cara! Justamente o que pretendíamos...

Mary pediu filé de Saint-Pierre (um peixe que dizem ser parente da tilápia...) ao molho de tomates, que veio acompanhado com arroz de ervas e legumes; para mim veio a especialidade da casa: "tripes maison a la niçoise". Nada mais nada menos que "dobradinha", que eu adoro, cozidas num molho muito bem temperado, acompanhada com batatas cozidas e servidas numa cumbuquinha de barro. Tomamos 1/2 jarra de vin de pays, denominação utilizada para identificar os vinhos um pouco melhores que os vinhos de mesa (vin de table), tinto, além de água mineral, também 1/2 garrafa. A conta: €39.

Saint-Pierre

Tripes

Quando saimos do restaurante começou a ventar forte novamente. Caminhamos até o ponto do ônibus e o pegamos para voltar ao hotel. Chegamos, tomamos banho e entramos na internet para conversar com nossos filhos. Depois de nos atualizarmos com as notícias de casa, fomos dormir.

Dica gastronômica: L'Ecurie - Rue du Marché, 4, Nice 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

10º dia: sábado, 9 de novembro de 2013 - Levanto, Gênova

Moneglia
O dia de hoje foi reservado para seguirmos até Gênova. Poucas nuvens e a temperatura agradável. Depois do café da manhã, quando preparamos um lanchinho "para viagem", e de acertarmos as contas, pegamos a estrada. Como é nossa filosofia, fomos pela via secundária, a SS1, margeando a encosta. No princípio subimos e descemos muito, inclusive para conhecer uma vila denominada Moneglia, mais um balneário. Para alcançá-la, desce-se por uma estrada estreitinha que mal cabe um carro. Chegando lá em baixo demos "de cara" com este monumento natural!

Rapallo
Portofino 
Subimos tudo de novo para retornar à SS1. Continuamos até Rapallo onde a estrada se bifurca para alcançar Portofino. Por ser sábado e o dia estar convidativo, as praias, os bares e cafeterias estavam cheios, muita gente andando, correndo, passeando com os filhos e os cachorros no calçadão! Portofino é badaladíssimo e frequentado pela alta sociedade, haja visto os "barquinhos" que ficam atracados lá à espera de seus donos para fazer um belo passeio al mare! Fomos em direção a ela mas, quando chegamos na entrada, o problema recorrente: falta de lugar para estacionar... O estacionamento pago custa a exorbitância de €5,50 por hora, ou seja, é só para os abastados, mesmo. Demos meia volta e seguimos para a SS1, de novo.

Continuamos até Lavagna, onde entramos para procurar um supermercado e comprar algo para lanchar: estava na hora do nosso pit stop. Encontramos um bar e comprei uma cerveja long neck e uma latinha de Sprite. Estacionamos na orla e levamos o lanche para saborearmos à beira-mar. Feito isso continuamos até Gênova.

Gênova


Genoa, que é como os italianos chamam, é uma cidade grande. Como sabíamos que nosso hotel fica encostado ao aeroporto, pensamos: é só seguir as placas que chegaremos lá... Só que não foi bem assim. Passamos pelo centro da cidade e, num determinado momento, acabaram-se as placas indicativas! A alternativa foi parar num posto de combustíveis e pedir informação. Um rapaz que estava abastecendo seu carro nos indicou o caminho: pegar a autoestrada para o aeroporto. Achamos a distinta e nos deparamos com um posto de pedágio. Não teve jeito: "morremos" em €0,40 para andarmos menos de 1 km nela! Até que foi baratinho... Então achamos o aeroporto e o hotel, o Best Western Premier CHC Airport. Muito confortável, deixamos as malas no apartamento e o carro no estacionamento externo (este é grátis; o interno custa €12 por dia).



 Na recepção nos informamos sobre a melhor maneira de chegarmos no centro: pegar um ônibus urbano, logo atrás do hotel. Fácil. E para comprar os tickets? Ou numa banca de jornais ou num tabachi, lojas que vendem cigarros, loteria, etc. Só que era sábado... A banca próxima ao hotel estava fechada! O tabachi também! E agora? Pedimos ajuda a uma senhora que também esperava um ônibus, no ponto, que nos deu a seguinte solução: embarquem no mesmo ônibus que eu e saltem num ponto onde haja um tabachi aberto! Eu lhes indicarei! Assim fizemos, agradecemos muito nossa "mamma" e ela ficou feliz em poder ajudar os brasiliani! Compramos os tickets de ida e volta logo de uma vez... 




Saltamos no Acquario, uma das atrações turísticas mais frequentadas. Em torno dele muitas outras, como uma réplica de uma caravela e um grande centro comercial, o Porto Antico (inclusive tem uma filial do Eataly!) com uma praça de alimentação. Do outro lado da Piazza Caricamento, onde estávamos, fica uma parte da cidade antiga, com seus prédios históricos, museus, bares e restaurantes, assim como a Galeria Mazzini, importante e imponente obra da arquitetura da cidade.

Estava na hora do tradicional pit stop. Escolhemos muito até encontrarmos um bar que estava mais vazio, pois estava abrindo. Sentamos em uma mesa na calçada e pedimos dois chopps e um sanduiche de bife suíno a milanesa. Demorou tanto que levantamos e fomos embora (não anotei o nome do bar, infelizmente...). Partimos para outro, o Giulia, de uns orientais (Chineses? Talvez...). Pedimos, novamente, dois chopps e um sanduiche de massa fininha recheado com presunto, queijo e salada. Estes vieram rápido! Na sequência continuamos nossa caminhada pela parte antiga e caímos numa rua onde o que comanda é o meretrício! Eu tinha lido a respeito e, me deparando com umas senhorinhas vestidas de uma maneira muito "arrojada" (!), fizemos meia volta e retornamos para a beira-mar.

Demos uma volta pelo Porto Antico e resolvemos jantar por ali. Fomos ao Bìcu (Birra & Cucina = cerveja e cozinha), um estabelecimento enorme e onde fabricam as próprias cervejas! Pedimos, para começar, um quarteto com 4 copinhos de cerveja, uma diferente da outra, todas artesanais e uma schiacciata, espécie de pizza quadrada fechada recheada com mortadela e queijo, muito gostosa! Em seguida Mary pediu batata assada no cartoccio e eu um trio de linguiças grelhadas, acompanhadas por legumes também grelhados, junto com duas cervejas escuras. A conta: €36,50.

Findo o jantar fomos para o ponto do ônibus. Embarcamos e ele não parou no ponto onde iríamos descer... Várias pessoas reclamaram, mas ficou por isso mesmo! Saltamos uns 500 m adiante e caminhamos até o hotel. Nosso destino, naquele momento, era o chuveiro e, em seguida, a cama!

Dica gastronômica: Bìcu - Porto Antico, Genoa





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

9º dia: sexta-feira, 8 de novembro de 2013 - Levanto, Cinque Terre


Neste dia fizemos o passeio pelo Parco Nazionale delle Cinque Terre, seguindo as orientações que obtivemos no escritório de turismo de Levanto. O parque é composto por cinco pequenas cidades, encravadas entre o mar e as rochas, com sua arquitetura colorida e antiga de aldeias de pescadores. A melhor forma de percorrê-lo é comprar um passe de trem, que dá direito embarcar em qualquer horário, descer e reembarcar em qualquer das cinco cidades no decorrer daquele dia. Pode-se, também, percorrer todo o trajeto a pé, pelas trilhas. Mas esta alternativa é para fazer em mais de um dia e é para quem adora andar a pé, como os aficionados pelo trekking. É possível, ainda, fazer o trajeto em barcos, mas só em determinadas épocas do ano (neste momento estava fechado).
Monterosso al Mare
Depois de deixarmos o carro estacionado na rua gratuita, fomos caminhando até a estação ferroviária e compramos nossos bilhetes (€12,80, os dois, ida e volta). Uns 45 minutos depois embarcamos e fomos até a 1ª cidade, no sentido norte-sul: Monterosso-al-mare. Demos uma voltinha pela orla e resolvemos seguir em frente. Descobrimos que a trilha para a próxima localidade, Vernazza, estava aberta e eram "somente" uns 2 km de caminhada. Resolvemos arriscar e seguir por ela. 

Não foi uma idéia brilhante, já que ela ia margeando as encostas íngremes e rochosas, passando por dentro de um parreiral ou de uma mata, exigindo muito preparo físico! O sofrimento foi aumentando à medida que andávamos, andávamos, subíamos, descíamos, e não chegávamos... E começou a chover, para completar! Mas "quem está na chuva é para se molhar", certo? Em determinado local a trilha se estreitava. Encontramos com um casal de europeus que vinham em sentido contrário e perguntamos se estávamos longe da cidade, no que responderam: estamos na metade do caminho! Putz! Agradecemos e fomos em frente. passou por nós um casal de orientais, jovens, parecendo recém-casados. Muito sorridente, pediram licença e nos ultrapassaram. Já estávamos na trilha há cerca de uma hora e meia e, então, começamos a descer. Enfim, estávamos próximos do final... (Pelo amor de Deus!)

Mais uns 20 minutos e encontramos o casal, fazendo fotos e, ao fundo, finalmente, Vernazza! Linda cidade, linda paisagem! O casal se apresentou (são de Hong-Kong e estão em lua de mel: ela é a Cotty e ele o Perry). Nos convidaram para sairmos numa foto junto com eles. A Cotty anotou o endereço de e-mail da Mary e ficou de enviar cópia, o que fez alguns dias depois. A chegarmos na cidade procuramos um bar, onde saboreei uma das melhores cervejas da minha vida! Não era nenhuma especial, porém aquele momento era: sobrevivemos!

Corniglia
Voltamos para a estrada de ferro e aguardamos a próxima composição, onde embarcamos. 10 minutos depois descemos em Corniglia. A cidade fica no alto de uma rocha e, para se chegar até ela, partindo da estação ferroviária, que está à beira-mar, ou pega-se um ônibus ou sobe-se uma escada com 382 (verdade: 382!) degraus... Como perdemos o ônibus, fomos à pé, mas pela estrada. Até que a caminhada não foi de todo ruim! Perambulamos pelas ruelas estreitas e esperamos o ônibus para voltar à estação (€5 cada um...).
Manarola
Subimos no primeiro trem e rumamos para Manarola. Esta nos pareceu uma das mais coloridas de todas as cidadezinhas que compõem as Cinque Terre. Uma caminhada até a beira do mar nos indica que se trata realmente de uma aldeia de pescadores, com barcos nas ruas, para serem reparados ou mesmo só guardados. Descemos a rua principal, desde a estação, e fizemos nossa paradinha gastronômica no Bar Enrica, onde degustamos uma bruschetta com alcachofras, Mary tomou uma taça de espumante prosecco e eu uma taça do vinho branco Cinque Terre.



Riomaggiore
Retornamos à estação e pegamos o trem até Riomaggiore, a última do parque. Já estava anoitecendo e a composição seguinte partiria dentro 20 minutos ou, se preferíssemos, poderíamos tomar a que passaria ali uma hora e meia após. Achamos que, se embarcássemos nesta última, chegaríamos muito tarde em Levanto e optamos de ir rapidamente ao centro e voltarmos para pegar o trem... Na estação estavam a Cotty e o Perry, que iam descer em Manarola, onde estavam hospedados. Nos despedimos e embarcamos. Não sem antes, na correria, voltar à estação para validar os bilhetes! Ufa! Foi por pouco... No vagão em que estávamos um fiscal verificava os tickets e um casal de americanos esqueceu-se de fazê-lo. O fiscal não teve dó: pediu seus passaportes e cobrou-lhes a multa de €200 de cada um, pagos "na hora" e com cartão de crédito! O coletor eletrônico de dados que ele usa oferece esta "facilidade"...

Chegamos em Levanto prontos para o jantar. No dia anterior havíamos gostado do "jeitão" do La Loggia, que também é uma pousada, e fomos a ele. Escolhemos carpaccio de bresaola con funghi (finas fatias de um embutido com este nome, acompanhadas com fatias de cogumelos, lascas de queijo parmesão e folhas de rúcula), Mary foi de gnocci con scampi (nhoques com camarões) e eu pedi trofie al pesto (uma massa curta, furada, coberta com o molho preparado com azeite, pinholes, queijo parmesão e manjericão). Bebemos um vinho branco da casaEncerramos com um espresso e a conta: €58,80.

carpaccio di bresaola

ravioli
trofie al pesto


Andamos até o carro e seguimos para a pousada. Ao tentar abrir a porta do hall, novamente parecia não funcionar. Com muita insistência consegui abri-la. Entramos, tomamos um reconfortante banho e fomos dormir!

Dicas gastronômicas: Paninoteca, Gelateria i Bar Enrica - Via Birolli 133Manarola
                                     Ristorante La Loggia - Piazza del Popolo 7Levanto   

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

8º dia: quinta-feira, 7 de novembro de 2013 - Salsomaggiore Terme, Levanto

Malas arrumadas, café da manhã tomado, é hora do check-out,  pagar a conta, levar as malas para o carro e colocar o "pé na estrada". Havíamos decidido pegar a via principal mas, na "hora h", nos enveredamos pelas vicinais que, em nossa concepção, são muito mais agradáveis para se dirigir. Apesar de muitas curvas, de serem mais estreitas, tem pouco tráfego e nos permitem parar em qualquer lugar (ou quase...) para observar melhor a paisagem e fazer umas fotografias! Além do mais tem-se gratas surpresas, como encontrar um castelo, como esse aí da imagem!

Realmente gastamos quase que o dobro do tempo normal para alcançarmos nosso destino, porém achamos muito mais gratificante e prazeroso usar estes caminhos alternativos. E foi na cidadezinha de Betonia, meio caminho já andado, onde fizemos o primeiro pit stop (tomei um espresso, Mary tomou um chá e comemos uma fatia de focaccia), aproveitamos para consultar nosso mapa e traçar o caminho a seguir dali em frente.

Chegamos a Levanto por volta da uma da tarde. É uma cidade pequena e  fica situada ao norte do Parque Nacional delle Cinque Terre, mas não faz parte dele. A escolhemos por ter esta localização e pelos preços oferecidos pelos hotéis e pousadas da região, todos mais em conta. Também nos agradou porque, para continuarmos nossa viagem rumo a Gênova, já estávamos no caminho. Levanto também é um balneário bastante frequentado, mas não nesta época do ano, pois faz bastante frio!

Carabinieri
A recepção calorosa que tivemos foi sermos parados pelos Carabinieri (a polícia local) logo na entrada da cidade. Nos pediram todos documentos, dissemos que éramos turistas brasiliani, que o carro era alugado e eles verificaram tudo. Anotaram algo numa prancheta, disseram-nos que estava "tutto regulari" e nos desejaram boa viagem. Aproveitamos para perguntar se sabiam onde fica nossa pousada e um deles nos apontou para uma placa do outro lado da rua, com o nome dela (Bed & Breakfast Vignola) e a direção.: estávamos a menos de 3,5 km de lá. 


A pousada seria nossa base para visitarmos as Cinque Terre. É uma casa grande, no meio do verde, adaptada para ser um B&B, bastante confortável, silenciosa e limpa. Só tem um detalhe: escada para ir para os quartos, escada para ir para a sala do café da manhã e, para variar, um péssimo sinal wi-fi

Via Jacopo di Levanto
Nos acomodamos, embarcamos novamente no carro e partimos para nosso reconhecimento tradicional do lugar. Demos uma rodada pela orla da cidade e nos dirigimos ao "Ufizio di Turismo", onde conseguimos mapas e informações sobre o parque, sobre os trens para fazer o passeio no parque e, ainda, sobre como estacionar o carro sem pagar: tem UMA rua no centro onde o estacionamento é grátis! Achamos a tal rua, deixamos o carro lá e fomos fazer nosso exercício preferido: perambular! Nos restringimos às estreitas ruas centrais, onde ficam vários restaurantes, bares e o comércio em geral.

Já estava na hora de uma paradinha para matar a sede e colocar alguma coisa no estômago. Escolhemos o Bar Aurora, bem "família", onde o filho e a esposa dele trabalham e o dono, o pai, brinca com o netinho, que corre prá lá e prá cá lá dentro! Pedimos um panino (um sanduíche quente de presunto e queijo), eu tomei um chopp e Mary um Ramazzotti. Refeitos, fomos caminhar mais, agora pela orla. Já estava escurecendo e fizemos este registro fotográfico, que ficou bem interessante... Na sequência fomos procurar um lugar para fazer a 1ª refeição do dia, o jantar! Os restaurantes só iniciam os trabalhos às 19:00 h, então sentamos num banco próximo ao "da Rino" e ficamos aguardando.

vinho branco local
Assim que abriu, entramos e nos acomodamos. Pedimos uma garrafa de vinho branco local e a garçonete nos trouxe também umas fatias de pão quentinho. Mary escolheu ravioli com ricota e ervas, molho branco e nozes e eu pedi peixe espada grelhado e salada. Tudo estava muito gostoso mas as porções bem que poderiam ser mais... generosas, digamos assim! Pagamos a conta (€45), deixamos nossos "cumplimenti" ao "cuoco" (cumprimentos ao cozinheiro), que estava na porta ao sairmos, e voltamos andando até onde estava estacionado nosso carro. Lá ele aguardava para nos levar de volta ao hotel...
ravioli
peixe espada
Chegando ao hotel descobrimos que haviam hóspedes no quarto ao lado do nosso, e que a entrada para o hall de acesso a ambos estava trancada e nós não conseguíamos abrí-la. Depois de muitas tentativas Mary foi até a recepção pedir ajuda. Assim que ela saiu nosso vizinho apareceu: era um francês (ou belga?) baixinho, pediu mil desculpas por ter esquecido a chave na fechadura, assim a nossa chave não entrava... Tudo resolvido, desejamos uma buonna notte (boa noite) a ele e entramos, para tomar banho e depois dormir. 

Dicas gastronômicas: Bar Aurora- Corso Roma, 7, Levanto
                                     Ristorante Da Rino -  Via Garibaldi, 10Levanto