quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

9º dia: sexta-feira, 8 de novembro de 2013 - Levanto, Cinque Terre


Neste dia fizemos o passeio pelo Parco Nazionale delle Cinque Terre, seguindo as orientações que obtivemos no escritório de turismo de Levanto. O parque é composto por cinco pequenas cidades, encravadas entre o mar e as rochas, com sua arquitetura colorida e antiga de aldeias de pescadores. A melhor forma de percorrê-lo é comprar um passe de trem, que dá direito embarcar em qualquer horário, descer e reembarcar em qualquer das cinco cidades no decorrer daquele dia. Pode-se, também, percorrer todo o trajeto a pé, pelas trilhas. Mas esta alternativa é para fazer em mais de um dia e é para quem adora andar a pé, como os aficionados pelo trekking. É possível, ainda, fazer o trajeto em barcos, mas só em determinadas épocas do ano (neste momento estava fechado).
Monterosso al Mare
Depois de deixarmos o carro estacionado na rua gratuita, fomos caminhando até a estação ferroviária e compramos nossos bilhetes (€12,80, os dois, ida e volta). Uns 45 minutos depois embarcamos e fomos até a 1ª cidade, no sentido norte-sul: Monterosso-al-mare. Demos uma voltinha pela orla e resolvemos seguir em frente. Descobrimos que a trilha para a próxima localidade, Vernazza, estava aberta e eram "somente" uns 2 km de caminhada. Resolvemos arriscar e seguir por ela. 

Não foi uma idéia brilhante, já que ela ia margeando as encostas íngremes e rochosas, passando por dentro de um parreiral ou de uma mata, exigindo muito preparo físico! O sofrimento foi aumentando à medida que andávamos, andávamos, subíamos, descíamos, e não chegávamos... E começou a chover, para completar! Mas "quem está na chuva é para se molhar", certo? Em determinado local a trilha se estreitava. Encontramos com um casal de europeus que vinham em sentido contrário e perguntamos se estávamos longe da cidade, no que responderam: estamos na metade do caminho! Putz! Agradecemos e fomos em frente. passou por nós um casal de orientais, jovens, parecendo recém-casados. Muito sorridente, pediram licença e nos ultrapassaram. Já estávamos na trilha há cerca de uma hora e meia e, então, começamos a descer. Enfim, estávamos próximos do final... (Pelo amor de Deus!)

Mais uns 20 minutos e encontramos o casal, fazendo fotos e, ao fundo, finalmente, Vernazza! Linda cidade, linda paisagem! O casal se apresentou (são de Hong-Kong e estão em lua de mel: ela é a Cotty e ele o Perry). Nos convidaram para sairmos numa foto junto com eles. A Cotty anotou o endereço de e-mail da Mary e ficou de enviar cópia, o que fez alguns dias depois. A chegarmos na cidade procuramos um bar, onde saboreei uma das melhores cervejas da minha vida! Não era nenhuma especial, porém aquele momento era: sobrevivemos!

Corniglia
Voltamos para a estrada de ferro e aguardamos a próxima composição, onde embarcamos. 10 minutos depois descemos em Corniglia. A cidade fica no alto de uma rocha e, para se chegar até ela, partindo da estação ferroviária, que está à beira-mar, ou pega-se um ônibus ou sobe-se uma escada com 382 (verdade: 382!) degraus... Como perdemos o ônibus, fomos à pé, mas pela estrada. Até que a caminhada não foi de todo ruim! Perambulamos pelas ruelas estreitas e esperamos o ônibus para voltar à estação (€5 cada um...).
Manarola
Subimos no primeiro trem e rumamos para Manarola. Esta nos pareceu uma das mais coloridas de todas as cidadezinhas que compõem as Cinque Terre. Uma caminhada até a beira do mar nos indica que se trata realmente de uma aldeia de pescadores, com barcos nas ruas, para serem reparados ou mesmo só guardados. Descemos a rua principal, desde a estação, e fizemos nossa paradinha gastronômica no Bar Enrica, onde degustamos uma bruschetta com alcachofras, Mary tomou uma taça de espumante prosecco e eu uma taça do vinho branco Cinque Terre.



Riomaggiore
Retornamos à estação e pegamos o trem até Riomaggiore, a última do parque. Já estava anoitecendo e a composição seguinte partiria dentro 20 minutos ou, se preferíssemos, poderíamos tomar a que passaria ali uma hora e meia após. Achamos que, se embarcássemos nesta última, chegaríamos muito tarde em Levanto e optamos de ir rapidamente ao centro e voltarmos para pegar o trem... Na estação estavam a Cotty e o Perry, que iam descer em Manarola, onde estavam hospedados. Nos despedimos e embarcamos. Não sem antes, na correria, voltar à estação para validar os bilhetes! Ufa! Foi por pouco... No vagão em que estávamos um fiscal verificava os tickets e um casal de americanos esqueceu-se de fazê-lo. O fiscal não teve dó: pediu seus passaportes e cobrou-lhes a multa de €200 de cada um, pagos "na hora" e com cartão de crédito! O coletor eletrônico de dados que ele usa oferece esta "facilidade"...

Chegamos em Levanto prontos para o jantar. No dia anterior havíamos gostado do "jeitão" do La Loggia, que também é uma pousada, e fomos a ele. Escolhemos carpaccio de bresaola con funghi (finas fatias de um embutido com este nome, acompanhadas com fatias de cogumelos, lascas de queijo parmesão e folhas de rúcula), Mary foi de gnocci con scampi (nhoques com camarões) e eu pedi trofie al pesto (uma massa curta, furada, coberta com o molho preparado com azeite, pinholes, queijo parmesão e manjericão). Bebemos um vinho branco da casaEncerramos com um espresso e a conta: €58,80.

carpaccio di bresaola

ravioli
trofie al pesto


Andamos até o carro e seguimos para a pousada. Ao tentar abrir a porta do hall, novamente parecia não funcionar. Com muita insistência consegui abri-la. Entramos, tomamos um reconfortante banho e fomos dormir!

Dicas gastronômicas: Paninoteca, Gelateria i Bar Enrica - Via Birolli 133Manarola
                                     Ristorante La Loggia - Piazza del Popolo 7Levanto   

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