Depois de tomarmos o café da manhã no hotel, pedimos informações à Elisa de como chegar à estação ferroviária, pois iríamos visitar Parma que, conforme dizem os italianos, é a "capital da gastronomia"! Ela nos disse que fica a não mais de 800 m dali. Deixamos o carro estacionado no mesmo lugar e fomos caminhando pelo centro da cidade, apreciando o comércio, atravessando uma praça enorme e muito arborizada, até chegarmos.
Meia hora de viagem e estávamos em Parma. A estação está em obras e um pouco tumultuada. Com um mapa da cidade nas mãos, seguimos em direção ao centro. Enquanto aguardávamos para atravessar uma avenida, um senhor italiano nos abordou e nos pediu informações de como ir para algum lugar! Ficamos surpresos e, ao mesmo tempo, orgulhosos, já que em pouco tempo já estávamos sendo confundidos com os "locais"... Isso queria dizer que não estávamos mais com "cara" de turistas, o que, ao nosso ver, é muito bom! Pedimos desculpas, dissemos que éramos brasiliani (brasileiros) e que não tínhamos como ajudá-lo... Ele ficou sorrindo e agradeceu-nos! Arrivederci (Adeus!)!
Continuamos nosso périplo, caminhando pelas ruas da cidade, a qual possui uma arquitetura antiga e muito bem conservada. Um dos seus belos exemplos é o Palazzo del Governatore", em cuja torre está um relógio solar, é uma obra inigualável e pode ser visitada, desde que agende com antecedência. Passeamos por diversas ruas centrais, com o trânsito característico de grandes cidades, ou seja, buzinas, freadas, sinais e motos, muitas motos... Não poderíamos deixar de realizar uma experiência gastronômica especial: provar os famosíssimos Prosciutto di Parma (presunto de Parma) e o queijo parmeggianno, in loco, ou seja, os originais, na cidade onde são fabricados! E foi o que fizemos: entramos num bar, o Cristallo e pedimos uma porção dos ditos cujos, que vieram acompanhados por umas torradinhas regadas com azeite, e duas spine (chopps)!
| queijo Parmeggianno |
| Prosciutto di Parma |
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| Palazzo del Giardino |
Após este pit stop continuamos nossas andanças e fomos até o Parco Ducale (Parque do Duque), onde se encontra o Palazzo del Giardino, com um grande lago e esta belíssima construção do século XVI. Outra vez fomos confundidos com italianos, agora por uma moça que queria saber onde era a stazione (a estação ferroviária). Esta nós sabíamos responder: cheios de razão, mostramos a ela, direitinho, o caminho a tomar, ela nos agradeceu muito (grazie mille, Signore!) e seguiu em frente! E nós ficamos, olhando um para o outro, achando o máximo!
Depois dessa fomos também para a estação embarcar de volta. Lá pelas 6 da tarde já estávamos novamente no hotel Elite. Assim que chegamos ligamos o netbook, no saguão mesmo, nos conectamos e conversamos com nossos filhos, no Brasil. Contamos nossos "feitos" do dia e como já estávamos "italianados", se é que existe esta palavra... Eles morreram de rir!
| antipasti |
O jantar foi no hotel, para experimentarmos sua cozinha: muitas verduras, saladas e uns camarões enormes (antipasti) à vontade; depois Mary foi de calamaretti (anéis de lulas e lagostins cozidos em molho de tomates e ervilhas) e eu pedi trippa a parmeggianna (nossa conhecida e deliciosa - para quem gosta -"dobradinha", servida com feijão e queijo ralado). Tomamos uma jarrinha do vinho tinto da casa e água natural. Sobremesas? Não, obrigado, estávamos satisfeitos! A conta: €37, a ser incluida na fatura dos pernoites!
| trippa |
Após esta lauta refeição, nossa missão era dormir para, no dia seguinte, dirigirmo-nos a Levanto, nas proximidades das Cinque Terre. E assim fomos nós: banho e cama...
Dica gastronômica: Bar Cristallo - Via Giosuè Carducci, 30, Parma



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