Malas arrumadas, café da manhã tomado, é hora do check-out, pagar a conta, levar as malas para o carro e colocar o "pé na estrada". Havíamos decidido pegar a via principal mas, na "hora h", nos enveredamos pelas vicinais que, em nossa concepção, são muito mais agradáveis para se dirigir. Apesar de muitas curvas, de serem mais estreitas, tem pouco tráfego e nos permitem parar em qualquer lugar (ou quase...) para observar melhor a paisagem e fazer umas fotografias! Além do mais tem-se gratas surpresas, como encontrar um castelo, como esse aí da imagem!

Realmente gastamos quase que o dobro do tempo normal para alcançarmos nosso destino, porém achamos muito mais gratificante e prazeroso usar estes caminhos alternativos. E foi na cidadezinha de
Betonia, meio caminho já andado, onde fizemos o primeiro
pit stop (tomei um
espresso, Mary tomou um chá e comemos uma fatia de
focaccia), aproveitamos para consultar nosso mapa e traçar o caminho a seguir dali em frente.

Chegamos a
Levanto por volta da uma da tarde. É uma cidade pequena e fica situada ao norte do Parque Nacional
delle Cinque Terre, mas não faz parte dele. A escolhemos por ter esta localização e pelos preços oferecidos pelos hotéis e pousadas da região, todos mais em conta. Também nos agradou porque, para continuarmos nossa viagem rumo a Gênova, já estávamos no caminho.
Levanto também é um balneário bastante frequentado, mas não nesta época do ano, pois faz bastante frio!
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| Carabinieri |
A recepção calorosa que tivemos foi sermos parados pelos
Carabinieri (a polícia local) logo na entrada da cidade. Nos pediram todos documentos, dissemos que éramos turistas
brasiliani, que o carro era alugado e eles verificaram tudo. Anotaram algo numa prancheta, disseram-nos que estava "
tutto regulari" e nos desejaram boa viagem. Aproveitamos para perguntar se sabiam onde fica nossa pousada e um deles nos apontou para uma placa do outro lado da rua, com o nome dela (
Bed & Breakfast Vignola)
e a direção.: estávamos a menos de 3,5 km de lá.
A pousada seria nossa base para visitarmos as
Cinque Terre. É uma casa grande, no meio do verde, adaptada para ser um B&B, bastante confortável, silenciosa e limpa. Só tem um detalhe: escada para ir para os quartos, escada para ir para a sala do café da manhã e, para variar, um péssimo sinal
wi-fi.
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| Via Jacopo di Levanto |
Nos acomodamos, embarcamos novamente no carro e partimos para nosso reconhecimento tradicional do lugar. Demos uma rodada pela orla da cidade e nos dirigimos ao "Ufizio di Turismo", onde conseguimos mapas e informações sobre o parque, sobre os trens para fazer o passeio no parque e, ainda, sobre como estacionar o carro sem pagar: tem UMA rua no centro onde o estacionamento é grátis! Achamos a tal rua, deixamos o carro lá e fomos fazer nosso exercício preferido: perambular! Nos restringimos às estreitas ruas centrais, onde ficam vários restaurantes, bares e o comércio em geral.

Já estava na hora de uma paradinha para matar a sede e colocar alguma coisa no estômago. Escolhemos o
Bar Aurora, bem "família", onde o filho e a esposa dele trabalham e o dono, o pai, brinca com o netinho, que corre prá lá e prá cá lá dentro! Pedimos um
panino (um sanduíche quente de presunto e queijo), eu tomei um
chopp e Mary um
Ramazzotti. Refeitos, fomos caminhar mais, agora pela orla. Já estava escurecendo e fizemos este registro fotográfico, que ficou bem interessante... Na sequência fomos procurar um lugar para fazer a 1ª refeição do dia, o jantar! Os restaurantes só iniciam os trabalhos às 19:00 h, então sentamos num banco próximo ao "
da Rino" e ficamos aguardando.
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| vinho branco local |
Assim que abriu, entramos e nos acomodamos. Pedimos uma garrafa de vinho branco local e a garçonete nos trouxe também umas fatias de pão quentinho. Mary escolheu ravioli com ricota e ervas, molho branco e nozes e eu pedi peixe espada grelhado e salada. Tudo estava muito gostoso mas as porções bem que poderiam ser mais... generosas, digamos assim! Pagamos a conta (€45), deixamos nossos "
cumplimenti" ao "
cuoco" (cumprimentos ao cozinheiro), que estava na porta ao sairmos, e voltamos andando até onde estava estacionado nosso carro. Lá ele aguardava para nos levar de volta ao hotel...
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| ravioli |
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| peixe espada |
Chegando ao hotel descobrimos que haviam hóspedes no quarto ao lado do nosso, e que a entrada para o
hall de acesso a ambos estava trancada e nós não conseguíamos abrí-la. Depois de muitas tentativas Mary foi até a recepção pedir ajuda. Assim que ela saiu nosso vizinho apareceu: era um francês (ou belga?) baixinho, pediu mil desculpas por ter esquecido a chave na fechadura, assim a nossa chave não entrava... Tudo resolvido, desejamos uma
buonna notte (boa noite) a ele e entramos, para tomar banho e depois dormir.
Dicas gastronômicas: Bar Aurora- Corso Roma, 7, Levanto
Ristorante Da Rino - Via Garibaldi, 10, Levanto
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